NÃO.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
"Today"
Eita atualização demorada! Se eu fosse um artista, diria que tive um "bloqueio criativo", mas como sou um zé mane, foi preguiça mesmo... X(
Enfim, vamos à escrita, que é o que o quero fazer no momento.
Perdemos muito tempo de nossa vida julgando as pessoas ao nosso redor, mas já repararam quantas vezes por dia você pára pra elogiar alguém? Essa semana foi bem difícil. Não porque tinha muito trabalho pra fazer, mas justamente pelo contrário perdi muito tempo dessa semana em minhas auto-reflexões, e também em conversa com colegas de trabalho. E, apesar de ter reparado em muitas coisas, parando agora pra analisar, percebo que a maior parte do tempo estava pensando em atitudes negativas dos outros (e não percebendo as minhas próprias falhas, pra piorar).
Hoje saí do serviço cedo, e aproveitei pra ir no Gonzaga dar uma passeada básica. Resolvi ir no cinema assistir ao Harry Potter. Ótimo filme, mas vou deixar pra falar sobre ele com mais detalhes amanhã, com um post diferente. Depois de sair do filme, contente de não ter assistido a mais uma bomba cinematográfica, acabei encontrando um velho amigo da Federal, o Daniel. Eu não o via desde que saí do colégio, e ele me contou que estava muito surpreso de me encontrar, porque havia encontrado a Juliana no fretado e tinha conversado justamente sobre mim. O que isso tem a ver com o post? Tudo, pois havia reencontrado uma pessoa bacana, que havia deixado injustamente do lado ruim das minhas lembranças (A CEFET), e que estava longe de meus pensamentos. E porque, depois de termos nos despedido, pensei no que ele e a Juliana poderiam ter falado de mim. Pela alegria do reencontro, acredito que tenham falado bem. E percebi então que havia perdido boa parte da minha semana pensando mal de pessoas ao meu redor, mas não dedicava um pensamento sequer a pensar no lado positivo dessas pessoas.
A raiva é um sentimento enebriante, é preciso muito controle pra não se deixar embebedar. E eu perdi o controle sem perceber. Fui até injusto, me desculpem a todos. Pois percebi que enquanto eu reclamava de tudo e todos, havia gente que pensava bem de mim. E me senti sujo por dentro por isso. Independente da falha dos outros, não devemos propagá-la. Perca parte do seu dia pensando o bem de alguém, e enaltecendo esse bem. Fale com seus amigos, colegas de trabalho e família: poxa, você fez ISSO, que foi muito legal. Porque às vezes nem percebemos que estamos fazendo o bem, e ter alguém pra te dizer que certas atitudes são especiais não tem preço.
Essa semana olhei a lua por duas vezes. Ela está num quarto-minguante lindo, parecendo um sorriso. No começo da semana aquele sorriso parecia caçoar de mim. Mas hoje, depois de pensar isso tudo, olhei de novo a lua e ela continuava sorrindo. E eu sorri de volta. E percebi, então, que havia aprendido uma lição BOA.
Usando uma velha gíria da internet, that's my 2 cents. Abraços a todos!
THE BEATLES - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS
Billy Shears
What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna try with a little help from my friends.
What do I do when my love is away.
(Does it worry you to be alone)
How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No, I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna to try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Would you believe in a love at first sight?
Yes I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Oh I'm gonna try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I just need someone to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm gonna try with a little help from my friends
Oh I get high with a little help from my friends
Yes I get by with a little help from my friends,
With a little help from my friends!
Enfim, vamos à escrita, que é o que o quero fazer no momento.
Perdemos muito tempo de nossa vida julgando as pessoas ao nosso redor, mas já repararam quantas vezes por dia você pára pra elogiar alguém? Essa semana foi bem difícil. Não porque tinha muito trabalho pra fazer, mas justamente pelo contrário perdi muito tempo dessa semana em minhas auto-reflexões, e também em conversa com colegas de trabalho. E, apesar de ter reparado em muitas coisas, parando agora pra analisar, percebo que a maior parte do tempo estava pensando em atitudes negativas dos outros (e não percebendo as minhas próprias falhas, pra piorar).
Hoje saí do serviço cedo, e aproveitei pra ir no Gonzaga dar uma passeada básica. Resolvi ir no cinema assistir ao Harry Potter. Ótimo filme, mas vou deixar pra falar sobre ele com mais detalhes amanhã, com um post diferente. Depois de sair do filme, contente de não ter assistido a mais uma bomba cinematográfica, acabei encontrando um velho amigo da Federal, o Daniel. Eu não o via desde que saí do colégio, e ele me contou que estava muito surpreso de me encontrar, porque havia encontrado a Juliana no fretado e tinha conversado justamente sobre mim. O que isso tem a ver com o post? Tudo, pois havia reencontrado uma pessoa bacana, que havia deixado injustamente do lado ruim das minhas lembranças (A CEFET), e que estava longe de meus pensamentos. E porque, depois de termos nos despedido, pensei no que ele e a Juliana poderiam ter falado de mim. Pela alegria do reencontro, acredito que tenham falado bem. E percebi então que havia perdido boa parte da minha semana pensando mal de pessoas ao meu redor, mas não dedicava um pensamento sequer a pensar no lado positivo dessas pessoas.
A raiva é um sentimento enebriante, é preciso muito controle pra não se deixar embebedar. E eu perdi o controle sem perceber. Fui até injusto, me desculpem a todos. Pois percebi que enquanto eu reclamava de tudo e todos, havia gente que pensava bem de mim. E me senti sujo por dentro por isso. Independente da falha dos outros, não devemos propagá-la. Perca parte do seu dia pensando o bem de alguém, e enaltecendo esse bem. Fale com seus amigos, colegas de trabalho e família: poxa, você fez ISSO, que foi muito legal. Porque às vezes nem percebemos que estamos fazendo o bem, e ter alguém pra te dizer que certas atitudes são especiais não tem preço.
Essa semana olhei a lua por duas vezes. Ela está num quarto-minguante lindo, parecendo um sorriso. No começo da semana aquele sorriso parecia caçoar de mim. Mas hoje, depois de pensar isso tudo, olhei de novo a lua e ela continuava sorrindo. E eu sorri de volta. E percebi, então, que havia aprendido uma lição BOA.
Usando uma velha gíria da internet, that's my 2 cents. Abraços a todos!
THE BEATLES - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS
Billy Shears
What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna try with a little help from my friends.
What do I do when my love is away.
(Does it worry you to be alone)
How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No, I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna to try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Would you believe in a love at first sight?
Yes I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Oh I'm gonna try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I just need someone to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm gonna try with a little help from my friends
Oh I get high with a little help from my friends
Yes I get by with a little help from my friends,
With a little help from my friends!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
"John, I'm only dancing"
A maior parte do tempo, as pessoas com quem convivo (e eu mesmo) se esquecem de um fato básico sobre mim: eu tenho apenas 23 anos. Isso soa tão óbvio, mas reparando naquilo que costumam cobrar de mim, seja posturas profissionais, seja financeiramente, enfim qualquer coisa, a maior parte do tempo esse "pequeno" detalhe passa desapercebido. Sinto falta de ser irresponsável, dependente, inconseqüente e outras coisas comuns à pessoas dessa faixa de idade. Não que isso seja totalmente ruim, eu não quero ser um "jock". Mas, às vezes, penso em coisas que deixei de fazer por ter tido desde cedo a obrigação de cuidar de mim mesmo, já que ninguém mais o faria por mim. Também por isso, tenho muito problema com figuras de autoridade, pois eu sempre fui a medida máxima do meu universo. Pra uma pessoa conseguir meu respeito e admiração não é nada fácil, pois ela tem que ser muito melhor do que eu pra isso. E, sem modéstia, não é muito fácil encontrar esse tipo de gente. Sou obrigado a ver pessoas muito mais velhas do que eu, às vezes casadas e com filhos, mas que possuem uma mentalidade tão supérflua que me irrita. Pessoas que puderam se dar ao luxo de passar de mãos dadas a maior parte da vida, e quando se viram soltas das amarras familiares o mundo já os esperava de braços abertos.
Nunca tive esse tempo. Sou um animal selvagem, por exemplo uma girafa, que tem que aprender no nascimento a andar, pois se não consegue há um cerco de leões prontos pra devorar o filhote jogado no mundo. Engraçado que essa minha precocidade continuou na minha vida profissional, pois entrei na CEF com 18 anos, idade em que pra maior parte das pessoas a maior preocupação é qual vai ser a balada do fim de semana ou, quando muito, o vestibular. Essa parte toda eu pulei, e caí de páraquedas num mundo empresarial, que pode ser muito cruel com as pessoas. Tive muita sorte de ter caído em uma agência especial, que é Itanhaém, onde a maioria dos funcionários tinha mais tempo de CEF do que eu de vida. Fui bem acolhido, e protegido de algumas crueldades maiores. Mesmo assim, quando tive que ser solto de lá, me senti totalmente desnorteado, e as conseqüencias disso as pessoas que frequentam esse espaço sabem muito bem quais foram. Levei muita pancada, muita mesmo, de gente que não teve dó de mim, mesmo sabendo que eu era um "oponente" mais fraco.
Hoje posso dizer que cresci nesses cinco anos de CEF pelo menos o dobro. Sou uma pessoa que aprende muito fácil, e os erros que cometi nesse caminho não são parte do passado, ainda estão bem vivos no meu presente, e cair nesses mesmos buracos vai ser bem difícil. Não sou uma pessoa competitiva, mas posso dizer que alguém que quiser passar a perna em mim hoje vai ter bastante trabalho!
Desculpem o desabafo, mas hoje eu precisava dizer isso. E se em algum momento eu parecer imaturo, lembrem-se da minha idade, e às vezes tudo o que uma pessoa de 23 anos quer é dançar. Abraços a todos!
BAD RELIGION - STRUCK A NERVE
There's an old man on a city bus
Holding a candy cane
And it isn't even christmas
He see's a note in the obituary
That his last friend has died
There's an infant clinging
To his overweight mother in the cold
As they go to shop for cigarettes
And she spends her last dollar
On a bottle of vodka for tonight
And I guess it struck a nerve
Like I had to squint my eyes
You can never get out
Of the line of sight
Like a barren winter day
Or a patch of unburned green
Like a tragic real dream
I guess it struck a nerve
Every day I wander
In negative disposition
As I'm bombarded by superlatives
Realizing very well that I am not alone
Introverted
I look to tomorrow for salvation
But I'm thinking altruistically
And a wave of overwhelming doubt
Turns me to stone
And I guess it struck a nerve
Sent a murmur to my heart
We just haven't got time
To crack the maze
Like a magic speeding clock
Or a cancer in our cells
A collision in the dark
I guess it struck a nerve
I try to close my eyes
But I cannot ignore the stimuli
If theres a purpose for us all
It remains a secret to me
Don't ask me to justify my life
Nunca tive esse tempo. Sou um animal selvagem, por exemplo uma girafa, que tem que aprender no nascimento a andar, pois se não consegue há um cerco de leões prontos pra devorar o filhote jogado no mundo. Engraçado que essa minha precocidade continuou na minha vida profissional, pois entrei na CEF com 18 anos, idade em que pra maior parte das pessoas a maior preocupação é qual vai ser a balada do fim de semana ou, quando muito, o vestibular. Essa parte toda eu pulei, e caí de páraquedas num mundo empresarial, que pode ser muito cruel com as pessoas. Tive muita sorte de ter caído em uma agência especial, que é Itanhaém, onde a maioria dos funcionários tinha mais tempo de CEF do que eu de vida. Fui bem acolhido, e protegido de algumas crueldades maiores. Mesmo assim, quando tive que ser solto de lá, me senti totalmente desnorteado, e as conseqüencias disso as pessoas que frequentam esse espaço sabem muito bem quais foram. Levei muita pancada, muita mesmo, de gente que não teve dó de mim, mesmo sabendo que eu era um "oponente" mais fraco.
Hoje posso dizer que cresci nesses cinco anos de CEF pelo menos o dobro. Sou uma pessoa que aprende muito fácil, e os erros que cometi nesse caminho não são parte do passado, ainda estão bem vivos no meu presente, e cair nesses mesmos buracos vai ser bem difícil. Não sou uma pessoa competitiva, mas posso dizer que alguém que quiser passar a perna em mim hoje vai ter bastante trabalho!
Desculpem o desabafo, mas hoje eu precisava dizer isso. E se em algum momento eu parecer imaturo, lembrem-se da minha idade, e às vezes tudo o que uma pessoa de 23 anos quer é dançar. Abraços a todos!
BAD RELIGION - STRUCK A NERVE
There's an old man on a city bus
Holding a candy cane
And it isn't even christmas
He see's a note in the obituary
That his last friend has died
There's an infant clinging
To his overweight mother in the cold
As they go to shop for cigarettes
And she spends her last dollar
On a bottle of vodka for tonight
And I guess it struck a nerve
Like I had to squint my eyes
You can never get out
Of the line of sight
Like a barren winter day
Or a patch of unburned green
Like a tragic real dream
I guess it struck a nerve
Every day I wander
In negative disposition
As I'm bombarded by superlatives
Realizing very well that I am not alone
Introverted
I look to tomorrow for salvation
But I'm thinking altruistically
And a wave of overwhelming doubt
Turns me to stone
And I guess it struck a nerve
Sent a murmur to my heart
We just haven't got time
To crack the maze
Like a magic speeding clock
Or a cancer in our cells
A collision in the dark
I guess it struck a nerve
I try to close my eyes
But I cannot ignore the stimuli
If theres a purpose for us all
It remains a secret to me
Don't ask me to justify my life
segunda-feira, 9 de julho de 2007
"In My Life"
Feriadão acabou, e amanhã teremos mais um dia de trabalho emocionante. Enfim, se alguém leu meu post anterior, me desculpe, mas ele estava muito ruim e confuso. Quando eu tiver mais experiência na escrita volto ao tema, por enquanto vamos ficando com aquilo que sei escrever: eu.
Vamos então ao assunto de hoje, a nostalgia citada no post anterior. Mais especificamente, a parte ruim da minha adolescência que eu falei ali embaixo. Comecemos do princípio então, o ano de 1997 (não façam menção à música do Hateen por favor...). Sempre estudei no Lorena, colégio municipal perto da minha casa, e durante os seis primeiros anos, apesar de toda dificuldade de me socializar, consegui fazer alguns poucos amigos que ficaram comigo até a sexta série. Mas na sétima me vi obrigado a ficar em uma classe onde não conhecia ninguém. Pra mim, em início de puberdade, aquilo foi um inferno que é difícil de lembrar sem me machucar. Os primeiros meses eu ficava totalmente isolado da classe, enquanto o resto se familiarizava com a situação facilmente. Só comecei a ser notado depois do fim do bimestre, já que minhas notas sempre foram boas, então apareceu gente querendo saber quem eu era, e como eu poderia ajudá-las. Não estou reclamando dessas pessoas, pois gosto delas até hoje. Do meio do ano pra frente eu já havia firmado meus pés nessa nova classe e feito amizades. Também foi nessa época em que me apaixonei pela primeira vez, mas nunca pude ficar com essa pessoa que eu gostava. Enfim, apesar disso, me sentia muito feliz.
Maior alegria veio no ano seguinte, quando vi que a classe da 8ª iria ser a mesma. Todo mundo já se conhecia bem, éramos amigos já, então foi uma época muito feliz. Mas havia um problema no horizonte: o ensino médio. Já havia decidido muito antes da 8ª que iria estudar na Federal de Cubatão, e apesar de nem ter pensado em estudar, pra mim era óbvio que iria passar, porque meu irmão também tinha passado sem estudar nada (ah, a mente jovem... que inocência!). O resto da minha classe também queria estudar naquele colégio, considerado um dos melhores da região (que engano, que engano!). Fato é que da classe de quase 40 pessoas, eu fui o único a passar na Federal de cara (daqui pra frente começa a parte muito ruim da história). Mais uma vez tive que me ver sozinho, e isso me fez sofrer muito. Se não fosse por minha mãe, eu escolheria estudar no Schimidt, junto com as pessoas que conhecia, mas não foi assim.
Acabei entrando na primeira turma da tarde, a 147 (número assombrado pra mim). A Federal, mesmo sendo apenas uma merda de colegial tinha o costume bárbaro de dar trote nos novatos. Assim foi no primeiro dia, os veteranos me fizeram sentir totalmente humilhado. Decidi então que não iria na primeira semana pra fugir dessa barbárie, e assim o fiz. Assim que voltei ao colégio, muitas pessoas já haviam achado seu canto, e eu continuava sozinho. Pensei que por ter tido uma pré-seleção seria mais fácil eu achar pessoas em comum comigo, mas o que vi foi justamente o oposto, tendo que aguentar o bando de patricinhas e mauricinhos daquele colégio. Busquei refugo com os "nerds" da classe, embora nós não tivéssemos muito em comum, tirando a falta de tato social. Enfim, entre muitas trocas de professores, trabalhos em grupo feitos sozinhos, greves e problemas parecidos com o de meu emprego atual, consegui passar da Federal sem repetir nenhum ano, apenas com duas DPs no segundo ano (Física e Química, exatas são meu pesadelo). Também trabalhei como monitor da biblioteca durante o segundo e o terceiro ano. Foi, acho eu, a única coisa realmente boa que aconteceu comigo no colégio, pois além de aprender a ter responsabilidades, conheci muitos autores ótimos, e meu amor por Fernando Pessoa foi elevado à décima potência.
"Mas, Camilo, e o resto da sua adolescência como foi? Afinal essa é a época da pegação geral, não é???" você pode perguntar. Pra mim não foi bem assim. Com problemas sérios em casa, e uma personalidade extremamente difícil, minhas horas livres eram ocupadas com três coisas: anime, mangá e RPG. O resto, o que muita gente considera o melhor da adolescência, passou a quilômetros de mim. E eu nem procurava me envolver com isso. Se estudar já era um martírio pra mim (quantas vezes eu faltei!), imagine ir pruma "danceteria" ouvir música que não gosto, apenas pra pegação? Até hoje não faço isso, naquela época que eu era ainda mais fechado então...
Enfim, depois da Federal, passei de cara na Unesp pra estudar letras. Mas não ia passar por todo esse sofrimento de novo, e apesar de ter feito minha matrícula e conhecido a cidade onde iria estudar (Assis, uma cidade que me pareceu pior que Cubatão), nunca mais fui pra lá. Não consigo me imaginar morando numa pensão com pessoas totalmente estranhas e estudando apenas. E a cidade era no meio do nada, e a campanha de RPG que eu jogava estava apenas no começo, então fiquei por aqui. Comecei a trabalhar na Associação de minha tia, e nesse mesmo ano (2002, se alguém se perdeu nessa confusão), prestei o concurso da CEF e passei, até hoje sem saber exatamente como. Passei bem colocado, 19º da Baixada, então antes mesmo do fim do ano já estava com um emprego que muita gente mais velha do que eu apenas sonhava (entrei na CEF ainda com 18 anos).
Bom, por hoje chega. O resto considero já minha vida adulta, e merece um post diferente desse. Ainda essa semana conto os "early years", e o que veio depois. Abraços a todos!
U2 - WALK ON
And love is not the easy thing
The only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind...
And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong
Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight
You're packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed, to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly, for freedom
Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't deny it
Can't sell it, or buy it
Walk on, walk on
You stay safe tonight
And I know it aches
How your heart, it breaks
You can only take so much
Walk on...
Walk on...
Home...
Hard to know what it is, if you never had one
Home...
I can't say where it is, but I know I'm going
Home...
That's where the hurt is...
And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much
Walk on...
(Hooo)
Leave it behind
You got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason, (it's only time)
(And I'll never fill up all I find)
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you've seen
All you create
All that you wreck
All that you hate
Vamos então ao assunto de hoje, a nostalgia citada no post anterior. Mais especificamente, a parte ruim da minha adolescência que eu falei ali embaixo. Comecemos do princípio então, o ano de 1997 (não façam menção à música do Hateen por favor...). Sempre estudei no Lorena, colégio municipal perto da minha casa, e durante os seis primeiros anos, apesar de toda dificuldade de me socializar, consegui fazer alguns poucos amigos que ficaram comigo até a sexta série. Mas na sétima me vi obrigado a ficar em uma classe onde não conhecia ninguém. Pra mim, em início de puberdade, aquilo foi um inferno que é difícil de lembrar sem me machucar. Os primeiros meses eu ficava totalmente isolado da classe, enquanto o resto se familiarizava com a situação facilmente. Só comecei a ser notado depois do fim do bimestre, já que minhas notas sempre foram boas, então apareceu gente querendo saber quem eu era, e como eu poderia ajudá-las. Não estou reclamando dessas pessoas, pois gosto delas até hoje. Do meio do ano pra frente eu já havia firmado meus pés nessa nova classe e feito amizades. Também foi nessa época em que me apaixonei pela primeira vez, mas nunca pude ficar com essa pessoa que eu gostava. Enfim, apesar disso, me sentia muito feliz.
Maior alegria veio no ano seguinte, quando vi que a classe da 8ª iria ser a mesma. Todo mundo já se conhecia bem, éramos amigos já, então foi uma época muito feliz. Mas havia um problema no horizonte: o ensino médio. Já havia decidido muito antes da 8ª que iria estudar na Federal de Cubatão, e apesar de nem ter pensado em estudar, pra mim era óbvio que iria passar, porque meu irmão também tinha passado sem estudar nada (ah, a mente jovem... que inocência!). O resto da minha classe também queria estudar naquele colégio, considerado um dos melhores da região (que engano, que engano!). Fato é que da classe de quase 40 pessoas, eu fui o único a passar na Federal de cara (daqui pra frente começa a parte muito ruim da história). Mais uma vez tive que me ver sozinho, e isso me fez sofrer muito. Se não fosse por minha mãe, eu escolheria estudar no Schimidt, junto com as pessoas que conhecia, mas não foi assim.
Acabei entrando na primeira turma da tarde, a 147 (número assombrado pra mim). A Federal, mesmo sendo apenas uma merda de colegial tinha o costume bárbaro de dar trote nos novatos. Assim foi no primeiro dia, os veteranos me fizeram sentir totalmente humilhado. Decidi então que não iria na primeira semana pra fugir dessa barbárie, e assim o fiz. Assim que voltei ao colégio, muitas pessoas já haviam achado seu canto, e eu continuava sozinho. Pensei que por ter tido uma pré-seleção seria mais fácil eu achar pessoas em comum comigo, mas o que vi foi justamente o oposto, tendo que aguentar o bando de patricinhas e mauricinhos daquele colégio. Busquei refugo com os "nerds" da classe, embora nós não tivéssemos muito em comum, tirando a falta de tato social. Enfim, entre muitas trocas de professores, trabalhos em grupo feitos sozinhos, greves e problemas parecidos com o de meu emprego atual, consegui passar da Federal sem repetir nenhum ano, apenas com duas DPs no segundo ano (Física e Química, exatas são meu pesadelo). Também trabalhei como monitor da biblioteca durante o segundo e o terceiro ano. Foi, acho eu, a única coisa realmente boa que aconteceu comigo no colégio, pois além de aprender a ter responsabilidades, conheci muitos autores ótimos, e meu amor por Fernando Pessoa foi elevado à décima potência.
"Mas, Camilo, e o resto da sua adolescência como foi? Afinal essa é a época da pegação geral, não é???" você pode perguntar. Pra mim não foi bem assim. Com problemas sérios em casa, e uma personalidade extremamente difícil, minhas horas livres eram ocupadas com três coisas: anime, mangá e RPG. O resto, o que muita gente considera o melhor da adolescência, passou a quilômetros de mim. E eu nem procurava me envolver com isso. Se estudar já era um martírio pra mim (quantas vezes eu faltei!), imagine ir pruma "danceteria" ouvir música que não gosto, apenas pra pegação? Até hoje não faço isso, naquela época que eu era ainda mais fechado então...
Enfim, depois da Federal, passei de cara na Unesp pra estudar letras. Mas não ia passar por todo esse sofrimento de novo, e apesar de ter feito minha matrícula e conhecido a cidade onde iria estudar (Assis, uma cidade que me pareceu pior que Cubatão), nunca mais fui pra lá. Não consigo me imaginar morando numa pensão com pessoas totalmente estranhas e estudando apenas. E a cidade era no meio do nada, e a campanha de RPG que eu jogava estava apenas no começo, então fiquei por aqui. Comecei a trabalhar na Associação de minha tia, e nesse mesmo ano (2002, se alguém se perdeu nessa confusão), prestei o concurso da CEF e passei, até hoje sem saber exatamente como. Passei bem colocado, 19º da Baixada, então antes mesmo do fim do ano já estava com um emprego que muita gente mais velha do que eu apenas sonhava (entrei na CEF ainda com 18 anos).
Bom, por hoje chega. O resto considero já minha vida adulta, e merece um post diferente desse. Ainda essa semana conto os "early years", e o que veio depois. Abraços a todos!
U2 - WALK ON
And love is not the easy thing
The only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind...
And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong
Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight
You're packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed, to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly, for freedom
Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't deny it
Can't sell it, or buy it
Walk on, walk on
You stay safe tonight
And I know it aches
How your heart, it breaks
You can only take so much
Walk on...
Walk on...
Home...
Hard to know what it is, if you never had one
Home...
I can't say where it is, but I know I'm going
Home...
That's where the hurt is...
And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much
Walk on...
(Hooo)
Leave it behind
You got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason, (it's only time)
(And I'll never fill up all I find)
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you've seen
All you create
All that you wreck
All that you hate
domingo, 8 de julho de 2007
"Back to the Old House"
Odeio feriados. Eles me fazem lembrar de como minha vida é vazia, ou melhor dizendo, diferente das demais. Enquanto todos ficam felizes em não ter a obrigação de trabalhar, ou aqueles que a tem saberem que vão ser recompensados por isso, pra mim é um dia a mais pra adiar tudo que eu prometo começar a mudar e não mudo nunca. Enfim, segunda-feira logo chega e passa. Ao menos vou poder dormir tarde hoje, embora ainda não saiba o que vou fazer pra isso acontecer. Provavelmente assistir a algum DVD.
Anyway, ontem foi um dia mais ou menos. Começou infernal como todo sábado, com minha mãe berrando na minha orelha pra eu arrumar a casa. Depois dessa tarefa concluída, fiquei fazendo nada até o meu primo Dudu passar aqui. Conversamos bastante, e depois fomos ver meu irmão tocar na lanchonete da esquina. Depois fomos pra casa dele e conversamos bastante. Foi uma noite extremamente agradável, bons momentos com pessoas que eu amo. O mais interessante acho que foi a sessão nostalgia, lembrando daquilo que considero minha única lembrança boa da minha adolescência: jogar RPG. A nossa campanha que durou 5 anos, em Forgotten Realms (AD&D) teve vários ótimos momentos, foram muitos fins de semana de diversão. Mas a vida sempre inventa de se meter nos nossos atos, e nosso grupo tinha pessoas bastante diferentes umas das outras. Enquanto a maior preocupação de todo mundo era a nota no final do bimestre, tudo bem. Mas quando responsabilidades maiores começaram a ser cobradas de todo mundo, até mesmo as brincadeiras de sessão passaram a ser levadas a sério demais, e as diferenças de cada um ficaram mais do que evidente: ficaram insuportáveis. Acabou do jeito que foi, quase todo mundo saiu brigado, e nem se falam mais. Apesar desse fim triste, em minhas lembranças ficaram mais os bons momentos, as "péloras", as piadas, os combates épicos. E com ela, dois amigos maiores do que a vida: Wagner e Dudu. Saímos incólumes desse embate IRL, e continuamos levando a vida à nossa maneira. Mas ainda sentimos falta do nosso RPG, de sermos por algum momento pessoas diferentes das que somos. Mas jogar RPG só com três pessoas é muito difícil, quase impossível. Mas o Dudu teve uma idéia e, tomara que, em breve voltemos a ter alguns momentos de diversão como a muito não temos.
Acho que por hoje é isso. Qualquer coisa, um novo post será feito. Abraços a todos!
Elliott Smith - Happiness
Activity's killing the actor,
and a cop's standing out in the road, turning traffic away.
There was nothing she could do until after,
when his body'd been buried below
way back in the day.
Oh my, nothing else could've been done,
he made his life a lie so, he might never have to know anyone,
made his life the lie you know.
I told him that he shouldn't upset her,
and that he'd only be making it worse involving somebody else.
But I knew that he'd never forget her,
while her memory worked in reverse to keep her safe from herself.
And oh my, nothing else could've been done,
she made her life a lie so, she might never have to know anyone,
made her life the lie you know.
What I used to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
All I want now is happiness for you and me
Anyway, ontem foi um dia mais ou menos. Começou infernal como todo sábado, com minha mãe berrando na minha orelha pra eu arrumar a casa. Depois dessa tarefa concluída, fiquei fazendo nada até o meu primo Dudu passar aqui. Conversamos bastante, e depois fomos ver meu irmão tocar na lanchonete da esquina. Depois fomos pra casa dele e conversamos bastante. Foi uma noite extremamente agradável, bons momentos com pessoas que eu amo. O mais interessante acho que foi a sessão nostalgia, lembrando daquilo que considero minha única lembrança boa da minha adolescência: jogar RPG. A nossa campanha que durou 5 anos, em Forgotten Realms (AD&D) teve vários ótimos momentos, foram muitos fins de semana de diversão. Mas a vida sempre inventa de se meter nos nossos atos, e nosso grupo tinha pessoas bastante diferentes umas das outras. Enquanto a maior preocupação de todo mundo era a nota no final do bimestre, tudo bem. Mas quando responsabilidades maiores começaram a ser cobradas de todo mundo, até mesmo as brincadeiras de sessão passaram a ser levadas a sério demais, e as diferenças de cada um ficaram mais do que evidente: ficaram insuportáveis. Acabou do jeito que foi, quase todo mundo saiu brigado, e nem se falam mais. Apesar desse fim triste, em minhas lembranças ficaram mais os bons momentos, as "péloras", as piadas, os combates épicos. E com ela, dois amigos maiores do que a vida: Wagner e Dudu. Saímos incólumes desse embate IRL, e continuamos levando a vida à nossa maneira. Mas ainda sentimos falta do nosso RPG, de sermos por algum momento pessoas diferentes das que somos. Mas jogar RPG só com três pessoas é muito difícil, quase impossível. Mas o Dudu teve uma idéia e, tomara que, em breve voltemos a ter alguns momentos de diversão como a muito não temos.
Acho que por hoje é isso. Qualquer coisa, um novo post será feito. Abraços a todos!
Elliott Smith - Happiness
Activity's killing the actor,
and a cop's standing out in the road, turning traffic away.
There was nothing she could do until after,
when his body'd been buried below
way back in the day.
Oh my, nothing else could've been done,
he made his life a lie so, he might never have to know anyone,
made his life the lie you know.
I told him that he shouldn't upset her,
and that he'd only be making it worse involving somebody else.
But I knew that he'd never forget her,
while her memory worked in reverse to keep her safe from herself.
And oh my, nothing else could've been done,
she made her life a lie so, she might never have to know anyone,
made her life the lie you know.
What I used to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
All I want now is happiness for you and me
quinta-feira, 5 de julho de 2007
"Happiness"
"Mas Camilo, vc só trabalha! Não estuda, não sai com amigos, não namora... Como você se diverte? E principalmente, você é feliz?" Antes que essa pergunta capciosa apareça por aqui, vou dar uma de Platão pra minha resposta parecer mais convincente. Enfim, lá no primeiro post, disse que só trabalho. Pra muita gente, essa falta de vida social é entristecedora e doentia. Pode até ser, mas mesmo assim, sei me divertir bem, e apesar de minha psiquiatra (e eu mesmo na maioria das vezes) não concordar totalmente, eu me acho feliz. Bom, vamos à uma descrição das atividades que enchem meu tempo livre e me fazem voar.
Primeiro, obviamente, é que gosto de gibi. Muito. Aliás, uso o termo assim na maioria das vezes, sem elitizar e chamar de comics, HQs, e as enfadonhas "graphic novels". Deus Eisner que me perdoe, mas acho o termo irritante. Graphic Novel é um conceito pra afastar dos gibis aquilo que sempre foi sua maior característica, que é ser um reflexo fantasioso da cultura popular. Adoro os gibis, independente de serem mangás, comics, graphic novels, Fumettis, undergrounds... Não sou extremista, se o gibi é de qualidade, tô dentro! Gosto de reparar nas diferentes maneiras que os artistas de gibis se expressam, cada nicho é muito diferente do outro. O que me faz gostar de gibis mais do que de livros é o fato da narrativa poder ser tão complexa quanto a de um livro, mas ser extremamente ágil, cortando caminho através dos desenhos. Aliás, vale lembrar que os desenhos não devem ser inferiorizados em relação aos roteiros. Ambos devem sempre andar juntos, pra que a obra possua qualidades marcantes. Como exemplo, gosto de citar o Supremo, do Alan Moore, que tem desenhos tão ruins que tornam a leitura do gibi quase impossível. Enfim, minha paixão por gibis é imensa, e vale um post maior futuramente.
Depois, bom, tem a música. Sou viciado em rock, principalmente rock britânico (vale lembrar que Britpop é um estilo de rock, não todo rock feito na terra da Rainha). Não gosto muito de outros gêneros musicais, odeio MPB e praticamente todo tipo de som feito no Brasil. Blues, Jazz, Eletrônico... Não consigo gostar, não tem jeito. Sou um "rocker" e pelo menos até hoje, não ouvi nada que me faça mudar meu gosto. Comprei um iPod pra poder ouvir música em qualquer lugar, e valeu cada centavo.
Falando em iPod, sou um geek. Não sou um expert em tecnologia, mas sou fascinado por "gadgets", aqueles aparelhos que pra muitos não significam nada, mas pra mim são essenciais. O iPod, o DS, meu celular, meu Wii, e espero que em breve, meu Macbook são paixões declaradas, e posso ficar horas pesquisando sobre eles. Mas tb consigo ficar dias e dias sem falar neles. Meu DS tá desligado a uns dois meses. Mesmo assim, vivo entrando em sites de tecnologia pra acompanhar o mercado. E, sim, estou louco por um iPhone, mas vou ter que esperar eras por ele...
Outra coisa que me faz perder as horas são filmes. Gosto de cinema, mas prefiro mesmo ver em DVD. Nesse campo sou bastante crítico, escolho a dedo os filmes que quero, e priorizo um filme com ótimos roteiros do que visualmente estonteante. Tenho muita velharia aqui, mas são clássicos e merecem receber essa honraria. E tenho paixão pelos filmes do Miyazaki, tanto que comprei quase todos importados, já que aqui só tem "A viagem de Chihiro" e "Castelo Animado". Gastei o que tinha e mais um pouco, mas tenho muito orgulho da minha coleção.
Pra terminar, gosto muito, muito mesmo de pensar. Não quero parecer arrogante dizendo isso, mas adoro ficar parado, pensando em pássaros e abelhas (que tradução mais tosca! XD), na vida, nas pessoas ao meu redor. E também em mim mesmo. Sou um grande conhecedor de mim mesmo, e se não sou melhor e decepciono as pessoas com minhas atitudes, devo dizer que infelizmente não foi por falta de pensar, mas sim o conflito inerente entre o pensar e o agir.
Enfim, claro que há muito mais coisas que me fazem sentir que tenho um lugar no mundo, mas essas são as principais. Abraços a todos!
NINE INCH NAILS - RIGHT WHERE IT BELONGS
See the animal in his cage that you built,
Are you sure what side you're on?
Better not look him too closely in the eye,
Are you sure what side of the glass you are on?
See the safety of the life you have built,
Everything where it belongs
Feel the hollowness inside of your heart,
And it's all... right where it belongs
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself... find yourself afraid to see?
What if all the world's inside of your head?
Just creations of your own
Your devils and your gods all the living and the dead
And you're really all alone
You can live in this illusion,
You can choose to believe.
You keep looking but you can't find the woods,
While you're hiding in the trees
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you used to know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is that all you want to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself... find yourself afraid to see?
Primeiro, obviamente, é que gosto de gibi. Muito. Aliás, uso o termo assim na maioria das vezes, sem elitizar e chamar de comics, HQs, e as enfadonhas "graphic novels". Deus Eisner que me perdoe, mas acho o termo irritante. Graphic Novel é um conceito pra afastar dos gibis aquilo que sempre foi sua maior característica, que é ser um reflexo fantasioso da cultura popular. Adoro os gibis, independente de serem mangás, comics, graphic novels, Fumettis, undergrounds... Não sou extremista, se o gibi é de qualidade, tô dentro! Gosto de reparar nas diferentes maneiras que os artistas de gibis se expressam, cada nicho é muito diferente do outro. O que me faz gostar de gibis mais do que de livros é o fato da narrativa poder ser tão complexa quanto a de um livro, mas ser extremamente ágil, cortando caminho através dos desenhos. Aliás, vale lembrar que os desenhos não devem ser inferiorizados em relação aos roteiros. Ambos devem sempre andar juntos, pra que a obra possua qualidades marcantes. Como exemplo, gosto de citar o Supremo, do Alan Moore, que tem desenhos tão ruins que tornam a leitura do gibi quase impossível. Enfim, minha paixão por gibis é imensa, e vale um post maior futuramente.
Depois, bom, tem a música. Sou viciado em rock, principalmente rock britânico (vale lembrar que Britpop é um estilo de rock, não todo rock feito na terra da Rainha). Não gosto muito de outros gêneros musicais, odeio MPB e praticamente todo tipo de som feito no Brasil. Blues, Jazz, Eletrônico... Não consigo gostar, não tem jeito. Sou um "rocker" e pelo menos até hoje, não ouvi nada que me faça mudar meu gosto. Comprei um iPod pra poder ouvir música em qualquer lugar, e valeu cada centavo.
Falando em iPod, sou um geek. Não sou um expert em tecnologia, mas sou fascinado por "gadgets", aqueles aparelhos que pra muitos não significam nada, mas pra mim são essenciais. O iPod, o DS, meu celular, meu Wii, e espero que em breve, meu Macbook são paixões declaradas, e posso ficar horas pesquisando sobre eles. Mas tb consigo ficar dias e dias sem falar neles. Meu DS tá desligado a uns dois meses. Mesmo assim, vivo entrando em sites de tecnologia pra acompanhar o mercado. E, sim, estou louco por um iPhone, mas vou ter que esperar eras por ele...
Outra coisa que me faz perder as horas são filmes. Gosto de cinema, mas prefiro mesmo ver em DVD. Nesse campo sou bastante crítico, escolho a dedo os filmes que quero, e priorizo um filme com ótimos roteiros do que visualmente estonteante. Tenho muita velharia aqui, mas são clássicos e merecem receber essa honraria. E tenho paixão pelos filmes do Miyazaki, tanto que comprei quase todos importados, já que aqui só tem "A viagem de Chihiro" e "Castelo Animado". Gastei o que tinha e mais um pouco, mas tenho muito orgulho da minha coleção.
Pra terminar, gosto muito, muito mesmo de pensar. Não quero parecer arrogante dizendo isso, mas adoro ficar parado, pensando em pássaros e abelhas (que tradução mais tosca! XD), na vida, nas pessoas ao meu redor. E também em mim mesmo. Sou um grande conhecedor de mim mesmo, e se não sou melhor e decepciono as pessoas com minhas atitudes, devo dizer que infelizmente não foi por falta de pensar, mas sim o conflito inerente entre o pensar e o agir.
Enfim, claro que há muito mais coisas que me fazem sentir que tenho um lugar no mundo, mas essas são as principais. Abraços a todos!
NINE INCH NAILS - RIGHT WHERE IT BELONGS
See the animal in his cage that you built,
Are you sure what side you're on?
Better not look him too closely in the eye,
Are you sure what side of the glass you are on?
See the safety of the life you have built,
Everything where it belongs
Feel the hollowness inside of your heart,
And it's all... right where it belongs
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is it all you want it to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself... find yourself afraid to see?
What if all the world's inside of your head?
Just creations of your own
Your devils and your gods all the living and the dead
And you're really all alone
You can live in this illusion,
You can choose to believe.
You keep looking but you can't find the woods,
While you're hiding in the trees
What if everything around you,
Isn't quite as it seems?
What if all the world you used to know,
Is an elaborate dream?
And if you look at your reflection,
Is that all you want to be?
What if you could look right through the cracks,
Would you find yourself... find yourself afraid to see?
domingo, 1 de julho de 2007
"Alone with Everybody"
Esse fim de semana foi interessante, pois pude ter dois pontos de vistas diferentes sobre o mesmo tema: a solidão. Explico já como foi essa experiência.
Sábado fui pra Sampa, na Festcomix. O evento em si estava bem melhor do que no ano passado, num lugar ótimo e o material bem mais organizado. Só que alguma coisa estava errado, e não eram os preços. Estava eu, num lugar cheio, lotado, de pessoas que compartilham um gosto em comum: a paixão por gibis. Mas mesmo assim, olhava para as pessoas lá, tanto quem estava trabalhando quanto os compradores, e não conseguia achar alguém que desse pra conversar. O lugar parecia mais uma megaliquidação, como aquelas da Pernambucanas, do que algo para promover a integração de pessoas com o mesmo gosto por quadrinhos. Aliás, mesmo gosto não, pois havia de tudo. Os mega-nerds, quase um esterotipo de gente, de tão caricatos e previsíveis; os "alternativos", que mais do que o gosto pelos quadrinhos, compartilham uma paixão egocêntrica pelo diferente; os tiozões que cresceram lendo os gibis da Ebal e cia, arrastando os seus filhos pra esse universo também; os animeiros comprando seus mangás, independente da qualidade dos mesmos (vi um comprando a coleção completa do Love Hina...). Enfim, no meio de tanta gente, me senti sozinho como poucas vezes. Ano passado tive a companhia do Pedro, mas esse foi o ano da solidão. Não ajudou muito o fato de eu não ter dinheiro, nem talão de cheque e nem limite no cartão. Saí de lá apenas com um monte de propaganda, que nem hesitei em jogar fora.
A Avenida Paulista, um dos meus lugares preferidos, estava sufocante. A opulência de seus prédios, as suas lojas gigantes, agências bancárias piramidais, pareciam me mostrar que pouco importava o quanto eu crescesse, quanto dinheiro ou inteligência eu tivesse, ainda assim seria minúsculo, apenas mais um entre mais de seis bilhões. O ingresso de cinema de 17 reais fechou a viagem com chave de ouro, e voltei pra Cubatão com o rabo entre as pernas.
Depois, o Dudu e eu fomos até a casa do Wagner, pra assistir "Extermínio". O filme não é novo, eu sei, mas nunca tinha assistido. E apesar de alguns momentos dispensáveis, e a torrente de Pepsis, o filme mostrava mais ou menos isso que falei sobre solidão, mesmo estando no meio de uma multidão. E como cada um se fecha em si mesmo, usando uma justificativa de auto-preservação e cometem atrocidades uns contra os outros por essa preservação. Não importa o quanto pensamos ter evoluído, ainda lutamos como animais selvagens por território. Enfim, ótimo filme, quem não viu, veja.
Já hoje foi uma versão ao contrário de ontem. Acordei 3 da tarde, depois de um sábado cansativo como esse. E mesmo assim, andava em câmera lenta. Joguei a culpa no frio, mas sei muito bem que não era isso. Enfim, fui com meu irmão até o Casqueiro, pois ele iria tocar junto com um amigo, mas não pôde pois o mesmo estava doente. Mesmo assim, o Nahuel (meu irmão) tinha que aparecer no lugar pra justificar porque não podia tocar. Depois de cumprida a missão, fomos até o Compre Bem, e por coincidência encontramos uma professora dele, Evânia. Ajudamos ela com as compras, e depois fomos até a casa dela tomar um lanche. Todo mundo da minha família já conhecia a Evânia, menos eu. Então foi estranho, pois era alguém que eu nunca tinha visto que sabia muito sobre mim. Mas ela é uma pessoa muito boa, muito mesmo, e com uma visão de mundo parecida com a minha. Conversamos por horas sobre amigos, trabalho, inveja e claro, solidão. Assim como eu, ela é uma pessoa muito solitária. Por muito tempo, dá pra tentar se viver dessa maneira, mas tem uma hora que cansa não ter com quem compartilhar pensamentos, alguém que possa te compreender e não te repreender, independente se o que você vai dizer é um absurdo ou uma mentira. E com esse encontro nada planejado, com uma pessoa que eu pensei que nunca ia conhecer, eu percebi várias coisas. Uma é que não é necessário ter um "amante" pra que você encontre essa pessoa de quem precisa. Pode-se viver muito bem sem nunca ter tido intimidades físicas com ninguém, mas ter intimidade intelectual é imprescindível para a felicidade. Percebi também que nós, os sozinhos, sempre nos achamos os únicos, marginas da sociedade. Mas na verdade somos muitos. O que falta é um encontrão, uma esbarrada do destino, ou que você procure em algum lugar. Aos poucos você se acha, e quando percebe, não está mais sozinho.
Post comprido, espero que tenham paciência de ler tudo. Como falei, no começo tenho muito a dizer, mas depois a coisa vai ficando difícil. Mesmo assim, espero que vocês, meus amigos, consigam me entender melhor, pois sei que sou uma pessoa difícil. Abraços a todos.
WE HATE IT WHEN OUR FRIENDS BECOME SUCCESSFUL
We hate it when our friends become successful
We hate it when our friends become successful
Oh, look at those clothes
Now look at that face, it's so old
And such a video !
Well, it's really laughable
Ha, ha, ha ...
So many songs
More songs than they'd stand
Verse
Chorus
Middle eight
Break, fade
Just listen ..."
La, la-la, la-la
Sábado fui pra Sampa, na Festcomix. O evento em si estava bem melhor do que no ano passado, num lugar ótimo e o material bem mais organizado. Só que alguma coisa estava errado, e não eram os preços. Estava eu, num lugar cheio, lotado, de pessoas que compartilham um gosto em comum: a paixão por gibis. Mas mesmo assim, olhava para as pessoas lá, tanto quem estava trabalhando quanto os compradores, e não conseguia achar alguém que desse pra conversar. O lugar parecia mais uma megaliquidação, como aquelas da Pernambucanas, do que algo para promover a integração de pessoas com o mesmo gosto por quadrinhos. Aliás, mesmo gosto não, pois havia de tudo. Os mega-nerds, quase um esterotipo de gente, de tão caricatos e previsíveis; os "alternativos", que mais do que o gosto pelos quadrinhos, compartilham uma paixão egocêntrica pelo diferente; os tiozões que cresceram lendo os gibis da Ebal e cia, arrastando os seus filhos pra esse universo também; os animeiros comprando seus mangás, independente da qualidade dos mesmos (vi um comprando a coleção completa do Love Hina...). Enfim, no meio de tanta gente, me senti sozinho como poucas vezes. Ano passado tive a companhia do Pedro, mas esse foi o ano da solidão. Não ajudou muito o fato de eu não ter dinheiro, nem talão de cheque e nem limite no cartão. Saí de lá apenas com um monte de propaganda, que nem hesitei em jogar fora.
A Avenida Paulista, um dos meus lugares preferidos, estava sufocante. A opulência de seus prédios, as suas lojas gigantes, agências bancárias piramidais, pareciam me mostrar que pouco importava o quanto eu crescesse, quanto dinheiro ou inteligência eu tivesse, ainda assim seria minúsculo, apenas mais um entre mais de seis bilhões. O ingresso de cinema de 17 reais fechou a viagem com chave de ouro, e voltei pra Cubatão com o rabo entre as pernas.
Depois, o Dudu e eu fomos até a casa do Wagner, pra assistir "Extermínio". O filme não é novo, eu sei, mas nunca tinha assistido. E apesar de alguns momentos dispensáveis, e a torrente de Pepsis, o filme mostrava mais ou menos isso que falei sobre solidão, mesmo estando no meio de uma multidão. E como cada um se fecha em si mesmo, usando uma justificativa de auto-preservação e cometem atrocidades uns contra os outros por essa preservação. Não importa o quanto pensamos ter evoluído, ainda lutamos como animais selvagens por território. Enfim, ótimo filme, quem não viu, veja.
Já hoje foi uma versão ao contrário de ontem. Acordei 3 da tarde, depois de um sábado cansativo como esse. E mesmo assim, andava em câmera lenta. Joguei a culpa no frio, mas sei muito bem que não era isso. Enfim, fui com meu irmão até o Casqueiro, pois ele iria tocar junto com um amigo, mas não pôde pois o mesmo estava doente. Mesmo assim, o Nahuel (meu irmão) tinha que aparecer no lugar pra justificar porque não podia tocar. Depois de cumprida a missão, fomos até o Compre Bem, e por coincidência encontramos uma professora dele, Evânia. Ajudamos ela com as compras, e depois fomos até a casa dela tomar um lanche. Todo mundo da minha família já conhecia a Evânia, menos eu. Então foi estranho, pois era alguém que eu nunca tinha visto que sabia muito sobre mim. Mas ela é uma pessoa muito boa, muito mesmo, e com uma visão de mundo parecida com a minha. Conversamos por horas sobre amigos, trabalho, inveja e claro, solidão. Assim como eu, ela é uma pessoa muito solitária. Por muito tempo, dá pra tentar se viver dessa maneira, mas tem uma hora que cansa não ter com quem compartilhar pensamentos, alguém que possa te compreender e não te repreender, independente se o que você vai dizer é um absurdo ou uma mentira. E com esse encontro nada planejado, com uma pessoa que eu pensei que nunca ia conhecer, eu percebi várias coisas. Uma é que não é necessário ter um "amante" pra que você encontre essa pessoa de quem precisa. Pode-se viver muito bem sem nunca ter tido intimidades físicas com ninguém, mas ter intimidade intelectual é imprescindível para a felicidade. Percebi também que nós, os sozinhos, sempre nos achamos os únicos, marginas da sociedade. Mas na verdade somos muitos. O que falta é um encontrão, uma esbarrada do destino, ou que você procure em algum lugar. Aos poucos você se acha, e quando percebe, não está mais sozinho.
Post comprido, espero que tenham paciência de ler tudo. Como falei, no começo tenho muito a dizer, mas depois a coisa vai ficando difícil. Mesmo assim, espero que vocês, meus amigos, consigam me entender melhor, pois sei que sou uma pessoa difícil. Abraços a todos.
WE HATE IT WHEN OUR FRIENDS BECOME SUCCESSFUL
We hate it when our friends become successful
We hate it when our friends become successful
Oh, look at those clothes
Now look at that face, it's so old
And such a video !
Well, it's really laughable
Ha, ha, ha ...
We hate it when our friends become successful
And if they're Northern, that makes it even worse
And if we can destroy them
You bet your life we will
Destroy them
If we can hurt them
Well, we may as well ...
It's really laughable
Ha, ha, ha ...
You see, it should've been me
It could've been me
Everybody knows
Everybody says so
They say :
So many songs
More songs than they'd stand
Verse
Chorus
Middle eight
Break, fade
Just listen ..."
La, la-la, la-la
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