quinta-feira, 23 de agosto de 2007

"Right Where It Belongs"

Post novo, de novo! Essas férias estão "animadas", bastante coisa acontecendo, mesmo que eu quase não esteja saindo de casa. Bom, às boas novas então!

Passei na prova do Bancop, com uma nota muito boa por sinal! Estou ultra-mega-maxi-blaster feliz com isso, pois era uma coisa que andava me tirando do sério ultimamente. E conseguir uma nota que eu nem imaginava foi bom demais! Pra uma pessoa como eu, que tem a auto-estima lá na unha encravada do pé, foi uma injeção de ânimo daquelas! Agora tenho que esperar as próximas etapas, mas com relação a essas estou mais tranqüilo.

Férias acabando, logo volto ao trabalho nosso de cada dia. E não é por causa do Bancop que vou dizer isso, mas finalmente estou gostando do meu trabalho. Tem um monte de problemas, claro, mas já estou conseguindo me sentir mais à vontade com eles, e espero voltar bem animado. Por mim, já voltava segunda-feira mesmo, mas minhas férias vão até dia 31, então vamos aproveitar esse resto de tempo livre com muito videogame! XD

Speaking of, semana que vem lança o Metroid Prime 3 de Wii. Mesmo tendo um aparelho desbloqueado, faço questão de comprar o original desse jogaço, que tem tudo pra ser o melhor até o momento de Wii. Andei pensando em dar um upgrade no meu PC pra poder jogar alguns jogos que não vão sair pra Wii, mas pensei melhor e vou deixar pro ano que vem. Tenho que começar a guardar dinheiro, afinal se tudo der certo, ano que vem consigo começar a morar sozinho. E haja dinheiro pra móveis, eletrodomésticos e tudo mais... Vou ter que abdicar um pouco do dinheiro q gasto com minhas diversões e poupar, poupar e poupar! Vamos ver no que vai dar essa trozomba! XD

Pra terminar, claro que um post meu não pode ficar sem uma auto-reflexão. Pra começar, vou ter que deixar minha modéstia de lado, afinal com notícias boas chegando não dá pra não se vangloriar um pouco. Passar nessa prova, assim como passar pra segunda fase da USP ano passado, me mostrou que não tenho que ter medo de tentar fazer as coisas que quero. Sei que tenho capacidade pra muito mais do que mostro, e manter um pouco de otimismo não faz mal a ninguém. Sim, chega do Camilo passivo (nbséc), aquele que deixa todo mundo se aproveitar do meu lado bom. Não que eu vá deixar de ser a pessoa prestativa que sou, mas tá na hora de começar a cobrar reciprocidade das pessoas, especialmente no meu serviço, e com juros e correção monetária! Aguardem e verão!

Abraços a todos!

Elliott Smith - Bottle Up and Explode!

Bottle up and explode over and over
Keep the troublemaker below
Put it away and check out for the day
In for a round of overexposure
The thing mother nature provides
To get up and go
Bottle up and explode, seeing stars surrounding you
Red white and blue

You look at him like you've never known him
But I know for a fact that you have
The last time you cried
Who'd you think was inside?
Thinking that you were about to come over
But I'm tired now of waiting for you
You never show
Bottle up and go, if you're gonna hide, it's up to you
I'm coming through

Bottle up and go
I can make it outside
I'll get through
Becoming you
Becoming you
Becoming you

domingo, 19 de agosto de 2007

"Kimochi Warui"

Putz, talk about bad mood... Já tinha quase esquecido de que tinha um blog, mas resolvi voltar a esse espaço virtual pequeno, mas aconchegante (pelo menos pra mim) pra tentar botar alguns assuntos em dia, visto que os mesmos estão me incomodando bastante. Enfim, vamos lá.

Primeiro, estou de férias! Yay! Pra não dizer que não tô fazendo nada, procurei começar a melhorar minha saúde física. Sim, o nerd sapo-papão que vocês tanto conhecem resolveu começar a fazer caminhadas e praticar um pouco em casa. Tudo bem que faz vários dias que dei um stop, mas volto assim que ajeitar a casa (literalmente). Espero que possa emagrecer um pouco (difícil...), mas principalmente espero me sentir mais saudável, mais vivo. Já recebi alguns elogios, e fiquei mt contente com isso! Não quero ser um marombado, mas "bonitinho" já seria uma grande conquista! Ainda no tema das férias, minha mãe viajou-se pra Europa, ou seja, estou "Home Alone" (grito de Macaulay Calkin)! Quer dizer, mais ou menos, já que meu irmão resolveu se instalar por aqui. Ele não tá nos melhores dias, tá bem mal pra ser sincero, mas o meu pai e eu vamos dar um jeito nisso. Espero ver ele melhor até o fim da semana.

Apesar de estar de férias, não me afastei totalmente do trabalho. Hoje (tecnicamente ontem...) foi a famigerada prova do Bancop. Essa "coisa" estava me consumindo. Apesar de não conseguir estudar, não pensava em outra coisa. Mas hoje me livrei desse fantasma, temporariamente, e acho que vou poder voltar a dormir mais tranqüilo. A prova foi bem parecida com o que eu esperava. Não sei se fui mt bem, mas não posso reclamar de mal direcionamento. Afinal, pra ser gerente tem que ter um conhecimento técnico apurado, não é só saber vender capitalização. Os fatores mais subjetivos (e mais polêmicos também) vão ser avaliados nas etapas posteriores, e espero chegar nelas! Aguardem novidades! XD

Bom, já botei os acontecimentos mais importantes em evidência, agora me permitam voltar um pouco ao meu interior. Uma coisa que sempre me orgulhei e tenho como principal mote pra minha vida foi minha independência, principalmente social. Viver no meu próprio mundo sempre me pareceu o caminho mais seguro pra não me machucar e me fazer feliz. Mas com essas férias, e principalmente com a viagem da minha mãe, estou aprendendo muito sobre a verdade de ser só. Apagar a luz da casa e saber que não tem ninguém no mesmo teto, perto de você é bastante incômodo. Apesar de minha relação com minha mãe não ser das melhores, estou sentindo muita falta dela, e às vezes dá vontade de sair correndo pra casa de alguém só pra não dormir sozinho.

Grande parte dessa solidão vêm de minhas escolhas intelectuais. Quero dizer, sou uma pessoa muito crítica em relação a tudo, desde comportamentos dos outros a arte, por exemplo. Hoje voltando da prova, teve uma hora que falaram sobre o filme Brokeback Mountain, que pra quem não sabe é um dos meus favoritos. Esse filme vem com uma carga de preconceito absurda, por tratar da homossexualidade de dois caipiras americanos. Esse é apenas um dos temas do filme, e aliás nem é o principal, mas como eu poderia começar a defender o filme no meio de um monte de gente que não conheço sem que eles me rotulem? Queria discutir a dualidade do filme, que vai muito além do básico "homens casados traindo suas mulheres fazendo sexo entre si", mas quem ali iria querem dialogar comigo? Escolhi o silêncio, como sempre escolho nessas situações. Mas deu um vazio ali, aliás vazio parecido com o que citei quando fui na Festcomix. Queria ter alguém com quem pudesse debater sobre esse filme sem preconceitos, alguém que visse minha foto no orkut e reconhecesse que é um quadro do Jackson Pollock (um gênio bastante subestimado pela maioria), mesmo que fosse pra dizer que não gosta daquele estilo de pintura, mas com algum EMBASAMENTO diferente de dizer que "qualquer criança faz aquilo". Alguém que lesse o título desse post e reconhecesse imediatamente o seu significado. Procuro por pessoas assim, o Dudu, o Wagner, a Solange são exemplos. Mas são poucos, e dificilmente focamos nisso. Às vezes acho que perco tempo demais com bobeiras enquanto poderia estar conversando sobre esses assuntos que me agradam. Estou cansado de ter que usar uma máscara diferente em cada situação, seria muito melhor se pudesse ser sempre quem acho que sou. Mas quando o faço, fico taxado de Nerd, CDF, arrogante, intelectualóide, entre outras coisas. E isso é um saco! Procuro saber diferenciar cada pessoa que eu conheço, mesmo as que conheço muito pouco pra não cometer injustiças. Claro, não sou perfeito e acabo cometendo erros de generalismo, mas procuro evitá-los. Só gostaria de às vezes sentar numa mesa e falar pra pessoa ao meu lado: "vamos discutir sobre liberdade um pouco?" e essa pessoa agradavelmente dizer que sim, e sem se preocupar com o que grandes pensadores disseram antes ou julgar ou até mesmo EXIGIR que tenhamos conhecimentos acadêmicos sobre o assunto pra discutí-lo (passei por uma situação assim semana passada, e foi deprimente). Enfim, gostaria de ser um pouco melhor compreendido pra poder parar de ser solitário, porque isso cansa. Nem Itto Ogami era o "Lobo Solitário" que era rotulado. Sempre havia seu pequeno filho Daigorô, mesmo nos momentos de silêncio, pra compreênde-lo.

Chega por hoje, o desabafo foi pesado, mas extremamente necessário. Obrigado a todos que lerem, e fiquem à vontade pra comentar. Abraços a todos!


TRAVIS - BATTLESHIPS


When will you carry me home
Like the wounded star in the movie
When will you carry me home
Take it back to the start when you knew me
'Cause when you talk to me that way
I'll be a million miles away
I guess it's just another day
In love

We're battleships
Drifting in our wee river
Taking hits
Sinking, it's now or never
Overboard
Drowning in a sea of love and hate
But it's too late
Battleship down

When will you figure it out
That you're not always right little darling
When will you figure it out
That it's not worth the fight little darling
'Cause when you can't think what to say
You go and throw it all away
I guess it's just another day
In love

We're battleships
Drifting in our wee river
Taking hits
Sinking, it's now or never
Overboard
Drowning in a sea of love and hate
But it's too late
Battleship down

But you're too smart
And I'm too dumb
With no heart in the middle

We're battleships
Drifting in our wee river
Taking hits
Sinking, it's now or never
Overboard
Falling into the ocean
Ship to shore
Drowning in a sea of love and hate
But it's too late
Battleship down

sexta-feira, 27 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"Today"

Eita atualização demorada! Se eu fosse um artista, diria que tive um "bloqueio criativo", mas como sou um zé mane, foi preguiça mesmo... X(
Enfim, vamos à escrita, que é o que o quero fazer no momento.

Perdemos muito tempo de nossa vida julgando as pessoas ao nosso redor, mas já repararam quantas vezes por dia você pára pra elogiar alguém? Essa semana foi bem difícil. Não porque tinha muito trabalho pra fazer, mas justamente pelo contrário perdi muito tempo dessa semana em minhas auto-reflexões, e também em conversa com colegas de trabalho. E, apesar de ter reparado em muitas coisas, parando agora pra analisar, percebo que a maior parte do tempo estava pensando em atitudes negativas dos outros (e não percebendo as minhas próprias falhas, pra piorar).

Hoje saí do serviço cedo, e aproveitei pra ir no Gonzaga dar uma passeada básica. Resolvi ir no cinema assistir ao Harry Potter. Ótimo filme, mas vou deixar pra falar sobre ele com mais detalhes amanhã, com um post diferente. Depois de sair do filme, contente de não ter assistido a mais uma bomba cinematográfica, acabei encontrando um velho amigo da Federal, o Daniel. Eu não o via desde que saí do colégio, e ele me contou que estava muito surpreso de me encontrar, porque havia encontrado a Juliana no fretado e tinha conversado justamente sobre mim. O que isso tem a ver com o post? Tudo, pois havia reencontrado uma pessoa bacana, que havia deixado injustamente do lado ruim das minhas lembranças (A CEFET), e que estava longe de meus pensamentos. E porque, depois de termos nos despedido, pensei no que ele e a Juliana poderiam ter falado de mim. Pela alegria do reencontro, acredito que tenham falado bem. E percebi então que havia perdido boa parte da minha semana pensando mal de pessoas ao meu redor, mas não dedicava um pensamento sequer a pensar no lado positivo dessas pessoas.

A raiva é um sentimento enebriante, é preciso muito controle pra não se deixar embebedar. E eu perdi o controle sem perceber. Fui até injusto, me desculpem a todos. Pois percebi que enquanto eu reclamava de tudo e todos, havia gente que pensava bem de mim. E me senti sujo por dentro por isso. Independente da falha dos outros, não devemos propagá-la. Perca parte do seu dia pensando o bem de alguém, e enaltecendo esse bem. Fale com seus amigos, colegas de trabalho e família: poxa, você fez ISSO, que foi muito legal. Porque às vezes nem percebemos que estamos fazendo o bem, e ter alguém pra te dizer que certas atitudes são especiais não tem preço.

Essa semana olhei a lua por duas vezes. Ela está num quarto-minguante lindo, parecendo um sorriso. No começo da semana aquele sorriso parecia caçoar de mim. Mas hoje, depois de pensar isso tudo, olhei de novo a lua e ela continuava sorrindo. E eu sorri de volta. E percebi, então, que havia aprendido uma lição BOA.

Usando uma velha gíria da internet, that's my 2 cents. Abraços a todos!

THE BEATLES - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS

Billy Shears

What would you think if I sang out of tune,
Would you stand up and walk out on me.
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna try with a little help from my friends.

What do I do when my love is away.
(Does it worry you to be alone)
How do I feel by the end of the day
(Are you sad because you're on your own)
No, I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Mmm I'm gonna to try with a little help from my friends

Do you need anybody?
I need somebody to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.

Would you believe in a love at first sight?
Yes I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm I get high with a little help from my friends,
Oh I'm gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody?
I just need someone to love.
Could it be anybody?
I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
Mmm gonna try with a little help from my friends
Oh I get high with a little help from my friends
Yes I get by with a little help from my friends,
With a little help from my friends!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

"John, I'm only dancing"

A maior parte do tempo, as pessoas com quem convivo (e eu mesmo) se esquecem de um fato básico sobre mim: eu tenho apenas 23 anos. Isso soa tão óbvio, mas reparando naquilo que costumam cobrar de mim, seja posturas profissionais, seja financeiramente, enfim qualquer coisa, a maior parte do tempo esse "pequeno" detalhe passa desapercebido. Sinto falta de ser irresponsável, dependente, inconseqüente e outras coisas comuns à pessoas dessa faixa de idade. Não que isso seja totalmente ruim, eu não quero ser um "jock". Mas, às vezes, penso em coisas que deixei de fazer por ter tido desde cedo a obrigação de cuidar de mim mesmo, já que ninguém mais o faria por mim. Também por isso, tenho muito problema com figuras de autoridade, pois eu sempre fui a medida máxima do meu universo. Pra uma pessoa conseguir meu respeito e admiração não é nada fácil, pois ela tem que ser muito melhor do que eu pra isso. E, sem modéstia, não é muito fácil encontrar esse tipo de gente. Sou obrigado a ver pessoas muito mais velhas do que eu, às vezes casadas e com filhos, mas que possuem uma mentalidade tão supérflua que me irrita. Pessoas que puderam se dar ao luxo de passar de mãos dadas a maior parte da vida, e quando se viram soltas das amarras familiares o mundo já os esperava de braços abertos.

Nunca tive esse tempo. Sou um animal selvagem, por exemplo uma girafa, que tem que aprender no nascimento a andar, pois se não consegue há um cerco de leões prontos pra devorar o filhote jogado no mundo. Engraçado que essa minha precocidade continuou na minha vida profissional, pois entrei na CEF com 18 anos, idade em que pra maior parte das pessoas a maior preocupação é qual vai ser a balada do fim de semana ou, quando muito, o vestibular. Essa parte toda eu pulei, e caí de páraquedas num mundo empresarial, que pode ser muito cruel com as pessoas. Tive muita sorte de ter caído em uma agência especial, que é Itanhaém, onde a maioria dos funcionários tinha mais tempo de CEF do que eu de vida. Fui bem acolhido, e protegido de algumas crueldades maiores. Mesmo assim, quando tive que ser solto de lá, me senti totalmente desnorteado, e as conseqüencias disso as pessoas que frequentam esse espaço sabem muito bem quais foram. Levei muita pancada, muita mesmo, de gente que não teve dó de mim, mesmo sabendo que eu era um "oponente" mais fraco.

Hoje posso dizer que cresci nesses cinco anos de CEF pelo menos o dobro. Sou uma pessoa que aprende muito fácil, e os erros que cometi nesse caminho não são parte do passado, ainda estão bem vivos no meu presente, e cair nesses mesmos buracos vai ser bem difícil. Não sou uma pessoa competitiva, mas posso dizer que alguém que quiser passar a perna em mim hoje vai ter bastante trabalho!

Desculpem o desabafo, mas hoje eu precisava dizer isso. E se em algum momento eu parecer imaturo, lembrem-se da minha idade, e às vezes tudo o que uma pessoa de 23 anos quer é dançar. Abraços a todos!

BAD RELIGION - STRUCK A NERVE


There's an old man on a city bus
Holding a candy cane
And it isn't even christmas
He see's a note in the obituary
That his last friend has died
There's an infant clinging
To his overweight mother in the cold
As they go to shop for cigarettes
And she spends her last dollar
On a bottle of vodka for tonight
And I guess it struck a nerve
Like I had to squint my eyes
You can never get out
Of the line of sight
Like a barren winter day
Or a patch of unburned green
Like a tragic real dream
I guess it struck a nerve
Every day I wander
In negative disposition
As I'm bombarded by superlatives
Realizing very well that I am not alone
Introverted
I look to tomorrow for salvation
But I'm thinking altruistically
And a wave of overwhelming doubt
Turns me to stone
And I guess it struck a nerve
Sent a murmur to my heart
We just haven't got time
To crack the maze
Like a magic speeding clock
Or a cancer in our cells
A collision in the dark
I guess it struck a nerve
I try to close my eyes
But I cannot ignore the stimuli
If theres a purpose for us all
It remains a secret to me
Don't ask me to justify my life

segunda-feira, 9 de julho de 2007

"In My Life"

Feriadão acabou, e amanhã teremos mais um dia de trabalho emocionante. Enfim, se alguém leu meu post anterior, me desculpe, mas ele estava muito ruim e confuso. Quando eu tiver mais experiência na escrita volto ao tema, por enquanto vamos ficando com aquilo que sei escrever: eu.

Vamos então ao assunto de hoje, a nostalgia citada no post anterior. Mais especificamente, a parte ruim da minha adolescência que eu falei ali embaixo. Comecemos do princípio então, o ano de 1997 (não façam menção à música do Hateen por favor...). Sempre estudei no Lorena, colégio municipal perto da minha casa, e durante os seis primeiros anos, apesar de toda dificuldade de me socializar, consegui fazer alguns poucos amigos que ficaram comigo até a sexta série. Mas na sétima me vi obrigado a ficar em uma classe onde não conhecia ninguém. Pra mim, em início de puberdade, aquilo foi um inferno que é difícil de lembrar sem me machucar. Os primeiros meses eu ficava totalmente isolado da classe, enquanto o resto se familiarizava com a situação facilmente. Só comecei a ser notado depois do fim do bimestre, já que minhas notas sempre foram boas, então apareceu gente querendo saber quem eu era, e como eu poderia ajudá-las. Não estou reclamando dessas pessoas, pois gosto delas até hoje. Do meio do ano pra frente eu já havia firmado meus pés nessa nova classe e feito amizades. Também foi nessa época em que me apaixonei pela primeira vez, mas nunca pude ficar com essa pessoa que eu gostava. Enfim, apesar disso, me sentia muito feliz.

Maior alegria veio no ano seguinte, quando vi que a classe da 8ª iria ser a mesma. Todo mundo já se conhecia bem, éramos amigos já, então foi uma época muito feliz. Mas havia um problema no horizonte: o ensino médio. Já havia decidido muito antes da 8ª que iria estudar na Federal de Cubatão, e apesar de nem ter pensado em estudar, pra mim era óbvio que iria passar, porque meu irmão também tinha passado sem estudar nada (ah, a mente jovem... que inocência!). O resto da minha classe também queria estudar naquele colégio, considerado um dos melhores da região (que engano, que engano!). Fato é que da classe de quase 40 pessoas, eu fui o único a passar na Federal de cara (daqui pra frente começa a parte muito ruim da história). Mais uma vez tive que me ver sozinho, e isso me fez sofrer muito. Se não fosse por minha mãe, eu escolheria estudar no Schimidt, junto com as pessoas que conhecia, mas não foi assim.

Acabei entrando na primeira turma da tarde, a 147 (número assombrado pra mim). A Federal, mesmo sendo apenas uma merda de colegial tinha o costume bárbaro de dar trote nos novatos. Assim foi no primeiro dia, os veteranos me fizeram sentir totalmente humilhado. Decidi então que não iria na primeira semana pra fugir dessa barbárie, e assim o fiz. Assim que voltei ao colégio, muitas pessoas já haviam achado seu canto, e eu continuava sozinho. Pensei que por ter tido uma pré-seleção seria mais fácil eu achar pessoas em comum comigo, mas o que vi foi justamente o oposto, tendo que aguentar o bando de patricinhas e mauricinhos daquele colégio. Busquei refugo com os "nerds" da classe, embora nós não tivéssemos muito em comum, tirando a falta de tato social. Enfim, entre muitas trocas de professores, trabalhos em grupo feitos sozinhos, greves e problemas parecidos com o de meu emprego atual, consegui passar da Federal sem repetir nenhum ano, apenas com duas DPs no segundo ano (Física e Química, exatas são meu pesadelo). Também trabalhei como monitor da biblioteca durante o segundo e o terceiro ano. Foi, acho eu, a única coisa realmente boa que aconteceu comigo no colégio, pois além de aprender a ter responsabilidades, conheci muitos autores ótimos, e meu amor por Fernando Pessoa foi elevado à décima potência.

"Mas, Camilo, e o resto da sua adolescência como foi? Afinal essa é a época da pegação geral, não é???" você pode perguntar. Pra mim não foi bem assim. Com problemas sérios em casa, e uma personalidade extremamente difícil, minhas horas livres eram ocupadas com três coisas: anime, mangá e RPG. O resto, o que muita gente considera o melhor da adolescência, passou a quilômetros de mim. E eu nem procurava me envolver com isso. Se estudar já era um martírio pra mim (quantas vezes eu faltei!), imagine ir pruma "danceteria" ouvir música que não gosto, apenas pra pegação? Até hoje não faço isso, naquela época que eu era ainda mais fechado então...

Enfim, depois da Federal, passei de cara na Unesp pra estudar letras. Mas não ia passar por todo esse sofrimento de novo, e apesar de ter feito minha matrícula e conhecido a cidade onde iria estudar (Assis, uma cidade que me pareceu pior que Cubatão), nunca mais fui pra lá. Não consigo me imaginar morando numa pensão com pessoas totalmente estranhas e estudando apenas. E a cidade era no meio do nada, e a campanha de RPG que eu jogava estava apenas no começo, então fiquei por aqui. Comecei a trabalhar na Associação de minha tia, e nesse mesmo ano (2002, se alguém se perdeu nessa confusão), prestei o concurso da CEF e passei, até hoje sem saber exatamente como. Passei bem colocado, 19º da Baixada, então antes mesmo do fim do ano já estava com um emprego que muita gente mais velha do que eu apenas sonhava (entrei na CEF ainda com 18 anos).

Bom, por hoje chega. O resto considero já minha vida adulta, e merece um post diferente desse. Ainda essa semana conto os "early years", e o que veio depois. Abraços a todos!


U2 - WALK ON

And love is not the easy thing
The only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind...

And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on, walk on
Stay safe tonight

You're packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed, to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly, for freedom

Oh, oh
Walk on, walk on
What you got, they can't deny it
Can't sell it, or buy it
Walk on, walk on
You stay safe tonight

And I know it aches
How your heart, it breaks
You can only take so much

Walk on...
Walk on...

Home...
Hard to know what it is, if you never had one
Home...
I can't say where it is, but I know I'm going
Home...
That's where the hurt is...

And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much

Walk on...
(Hooo)

Leave it behind
You got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel

All this you can leave behind

All that you reason, (it's only time)
(And I'll never fill up all I find)
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you've seen
All you create
All that you wreck
All that you hate

domingo, 8 de julho de 2007

"Back to the Old House"

Odeio feriados. Eles me fazem lembrar de como minha vida é vazia, ou melhor dizendo, diferente das demais. Enquanto todos ficam felizes em não ter a obrigação de trabalhar, ou aqueles que a tem saberem que vão ser recompensados por isso, pra mim é um dia a mais pra adiar tudo que eu prometo começar a mudar e não mudo nunca. Enfim, segunda-feira logo chega e passa. Ao menos vou poder dormir tarde hoje, embora ainda não saiba o que vou fazer pra isso acontecer. Provavelmente assistir a algum DVD.

Anyway, ontem foi um dia mais ou menos. Começou infernal como todo sábado, com minha mãe berrando na minha orelha pra eu arrumar a casa. Depois dessa tarefa concluída, fiquei fazendo nada até o meu primo Dudu passar aqui. Conversamos bastante, e depois fomos ver meu irmão tocar na lanchonete da esquina. Depois fomos pra casa dele e conversamos bastante. Foi uma noite extremamente agradável, bons momentos com pessoas que eu amo. O mais interessante acho que foi a sessão nostalgia, lembrando daquilo que considero minha única lembrança boa da minha adolescência: jogar RPG. A nossa campanha que durou 5 anos, em Forgotten Realms (AD&D) teve vários ótimos momentos, foram muitos fins de semana de diversão. Mas a vida sempre inventa de se meter nos nossos atos, e nosso grupo tinha pessoas bastante diferentes umas das outras. Enquanto a maior preocupação de todo mundo era a nota no final do bimestre, tudo bem. Mas quando responsabilidades maiores começaram a ser cobradas de todo mundo, até mesmo as brincadeiras de sessão passaram a ser levadas a sério demais, e as diferenças de cada um ficaram mais do que evidente: ficaram insuportáveis. Acabou do jeito que foi, quase todo mundo saiu brigado, e nem se falam mais. Apesar desse fim triste, em minhas lembranças ficaram mais os bons momentos, as "péloras", as piadas, os combates épicos. E com ela, dois amigos maiores do que a vida: Wagner e Dudu. Saímos incólumes desse embate IRL, e continuamos levando a vida à nossa maneira. Mas ainda sentimos falta do nosso RPG, de sermos por algum momento pessoas diferentes das que somos. Mas jogar RPG só com três pessoas é muito difícil, quase impossível. Mas o Dudu teve uma idéia e, tomara que, em breve voltemos a ter alguns momentos de diversão como a muito não temos.

Acho que por hoje é isso. Qualquer coisa, um novo post será feito. Abraços a todos!


Elliott Smith - Happiness

Activity's killing the actor,
and a cop's standing out in the road, turning traffic away.
There was nothing she could do until after,
when his body'd been buried below
way back in the day.
Oh my, nothing else could've been done,
he made his life a lie so, he might never have to know anyone,
made his life the lie you know.
I told him that he shouldn't upset her,
and that he'd only be making it worse involving somebody else.
But I knew that he'd never forget her,
while her memory worked in reverse to keep her safe from herself.
And oh my, nothing else could've been done,
she made her life a lie so, she might never have to know anyone,
made her life the lie you know.
What I used to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
What I used to be to be will pass away and then you'll see,
that all I want now is happiness for you and me.
All I want now is happiness for you and me